Os documentos que estão na mira dos fraudadores (e não são de identidade)

Blog
Prevenção à Fraude

Golpes envolvendo a falsificação de documentos não se limitam àqueles voltados à comprovação de identidade, como o RG e a CNH. Outros tipos de documentos estão cada vez mais presentes nas tentativas de enganar empresas e pessoas, impulsionados pela facilidade trazida por ferramentas de inteligência artificial. Falsificar um comprovante de renda, um contrato ou um recibo ficou mais rápido, barato e acessível, mesmo para quem tem pouco conhecimento técnico.

Além disso, modelos de documentos disponíveis na internet, inclusive na dark web, servem de base para a criação de versões adulteradas com aparência legítima. E em outros casos, os fraudadores reutilizam documentos reais, fazendo pequenas alterações que passam despercebidas em análises superficiais.

A seguir, listamos os principais documentos que têm sido usados em fraudes, explicando como funcionam os golpes e os impactos por eles gerados:

Comprovantes de renda adulterados

Usados em: solicitações de crédito, financiamento e aluguel.


Como são fraudados: falsificação de holerites, extratos bancários e declarações de imposto de renda com valores inflados ou dados inventados.


Impacto: não apenas causam prejuízos financeiros diretos, mas também impactam a confiança no sistema financeiro, elevando os custos operacionais das instituições e dificultando o acesso a crédito para consumidores e empresas.

Comprovantes de endereço falsificados

Usados em: validação de cadastro, comprovação de vínculo regional e acesso a serviços públicos ou privados.

Como são fraudados: criação de faturas falsas (energia, telefone, água), muitas vezes com layouts reais obtidos na internet ou gerados por IA.


Impacto: permite a obtenção indevida de crédito, serviços públicos e privados, criando um ambiente propenso a fraudes mais complexas, como a abertura de contas bancárias e o acesso a financiamentos fraudulentos.

Faturas, notas fiscais e recibos manipulados

Usados em: pedidos de reembolso, prestação de contas e comprovação de despesas.

Como são fraudados: A manipulação pode incluir a inserção de informações inexistentes ou a alteração de valores e datas para justificar reembolsos ou despesas falsas.

Impacto: essas fraudes distorcem processos de prestação de contas, resultam em reembolsos indevidos e comprometem a alocação correta de recursos.

Contratos sociais, de trabalho ou de locação

Usados em: abertura de contas PJ, obtenção de crédito e aluguel de imóveis.

Como são fraudados: edição de dados em contratos reais, inserção de cláusulas falsas e uso de assinaturas eletrônicas forjadas.

Impacto: essas fraudes colocam em risco a integridade de negócios e podem gerar perdas significativas para instituições financeiras e proprietários de imóveis.

Comprovantes de transações financeiras (como PIX)

Usados em: comprovação de pagamento, fraudes em marketplaces e intermediação de serviços

Como são fraudados: geração de comprovantes falsos com data, valor e dados de origem manipulados.

Impacto: golpes comuns em negociações diretas entre pessoas ou pequenas empresas, que confiam na aparência do comprovante.

Documentos médicos e de saúde

Usados em: solicitações de reembolso, aquisição de medicamentos, pedidos de afastamento

Como são fraudados: criação de prescrições falsas, laudos médicos e atestados de atendimentos nunca realizados.


Impacto: só no setor de saúde, R$ 7,4 bilhões podem ter sido reembolsados com base em fraudes entre 2019 e 2022, segundo levantamento da Abramge, associação das empresas de planos de saúde.

Certidões falsificadas

Usadas em: processos judiciais, abertura de empresas, regularização de imóveis

Como são fraudadas: adulteração de dados em certidões de nascimento, casamento ou negativa de débitos.

Impacto: fraudes com certidões comprometem a validade de processos jurídicos e administrativos, gerando disputas legais, atrasos em transações e riscos à segurança jurídica de operações envolvendo patrimônio e contratos.

Comprovantes de matrícula e vínculos institucionais

Usados em: obtenção de bolsas, financiamentos estudantis e processos seletivos.

Como são fraudados: edição de documentos institucionais como declarações de matrícula, diplomas e atestados de frequência.

Impacto: prejudicam o acesso justo a instituições educacionais, programas sociais, benefícios e seleções no geral, além de comprometer a validade de processos legais e administrativos.

A importância de uma verificação que vai além da identidade

A verificação de documentos de identidade já é uma prática comum no mercado digital, integrada aos processos de verificação de usuários. No entanto, a expansão das fraudes em outros tipos de documentos, como os citados acima, aponta para a necessidade de ir além.

Inclusive, aqui cabe um alerta importante: muitos dos documentos falsificados inclusive são enviados por usuários com identidades legítimas. Ou seja, mesmo alguém “verificado” pode tentar fraudar o sistema para obter alguma vantagem. A identidade é verdadeira, mas o documento usado em uma transação posterior pode ser falso. Isso mostra que a fraude nem sempre acontece no onboarding — ela pode surgir bem depois e envolver outros tipos de documentos.

A fraude se reinventa, a análise de risco também precisa evoluir

A verificação de identidade é, sim, fundamental — ela é a base de qualquer operação segura. No entanto, confiar apenas nesse passo não é suficiente. Documentos apresentados em etapas como financiamento, reembolso ou atualização cadastral também precisam ser avaliados com o mesmo rigor.

É necessário considerar a jornada completa do usuário: cruzar dados, identificar alterações sutis em arquivos digitais e acompanhar padrões de comportamento. Só com esse olhar mais amplo é possível identificar fraudes sofisticadas e proteger suas operações.

Com o avanço das tecnologias e a criatividade dos fraudadores, a análise de risco precisa evoluir na mesma velocidade. Adotar uma abordagem mais conectada e completa já não é uma escolha — é uma necessidade.

Agora nos conte: você já vivenciou fraudes envolvendo outros tipos de documentos no seu negócio? Fale com um dos nossos especialistas e veja como podemos fortalecer sua estratégia de proteção antifraude.

Os documentos que estão na mira dos fraudadores (e não são de identidade)

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Golpes envolvendo a falsificação de documentos não se limitam àqueles voltados à comprovação de identidade, como o RG e a CNH. Outros tipos de documentos estão cada vez mais presentes nas tentativas de enganar empresas e pessoas, impulsionados pela facilidade trazida por ferramentas de inteligência artificial. Falsificar um comprovante de renda, um contrato ou um recibo ficou mais rápido, barato e acessível, mesmo para quem tem pouco conhecimento técnico.

Além disso, modelos de documentos disponíveis na internet, inclusive na dark web, servem de base para a criação de versões adulteradas com aparência legítima. E em outros casos, os fraudadores reutilizam documentos reais, fazendo pequenas alterações que passam despercebidas em análises superficiais.

A seguir, listamos os principais documentos que têm sido usados em fraudes, explicando como funcionam os golpes e os impactos por eles gerados:

Comprovantes de renda adulterados

Usados em: solicitações de crédito, financiamento e aluguel.


Como são fraudados: falsificação de holerites, extratos bancários e declarações de imposto de renda com valores inflados ou dados inventados.


Impacto: não apenas causam prejuízos financeiros diretos, mas também impactam a confiança no sistema financeiro, elevando os custos operacionais das instituições e dificultando o acesso a crédito para consumidores e empresas.

Comprovantes de endereço falsificados

Usados em: validação de cadastro, comprovação de vínculo regional e acesso a serviços públicos ou privados.

Como são fraudados: criação de faturas falsas (energia, telefone, água), muitas vezes com layouts reais obtidos na internet ou gerados por IA.


Impacto: permite a obtenção indevida de crédito, serviços públicos e privados, criando um ambiente propenso a fraudes mais complexas, como a abertura de contas bancárias e o acesso a financiamentos fraudulentos.

Faturas, notas fiscais e recibos manipulados

Usados em: pedidos de reembolso, prestação de contas e comprovação de despesas.

Como são fraudados: A manipulação pode incluir a inserção de informações inexistentes ou a alteração de valores e datas para justificar reembolsos ou despesas falsas.

Impacto: essas fraudes distorcem processos de prestação de contas, resultam em reembolsos indevidos e comprometem a alocação correta de recursos.

Contratos sociais, de trabalho ou de locação

Usados em: abertura de contas PJ, obtenção de crédito e aluguel de imóveis.

Como são fraudados: edição de dados em contratos reais, inserção de cláusulas falsas e uso de assinaturas eletrônicas forjadas.

Impacto: essas fraudes colocam em risco a integridade de negócios e podem gerar perdas significativas para instituições financeiras e proprietários de imóveis.

Comprovantes de transações financeiras (como PIX)

Usados em: comprovação de pagamento, fraudes em marketplaces e intermediação de serviços

Como são fraudados: geração de comprovantes falsos com data, valor e dados de origem manipulados.

Impacto: golpes comuns em negociações diretas entre pessoas ou pequenas empresas, que confiam na aparência do comprovante.

Documentos médicos e de saúde

Usados em: solicitações de reembolso, aquisição de medicamentos, pedidos de afastamento

Como são fraudados: criação de prescrições falsas, laudos médicos e atestados de atendimentos nunca realizados.


Impacto: só no setor de saúde, R$ 7,4 bilhões podem ter sido reembolsados com base em fraudes entre 2019 e 2022, segundo levantamento da Abramge, associação das empresas de planos de saúde.

Certidões falsificadas

Usadas em: processos judiciais, abertura de empresas, regularização de imóveis

Como são fraudadas: adulteração de dados em certidões de nascimento, casamento ou negativa de débitos.

Impacto: fraudes com certidões comprometem a validade de processos jurídicos e administrativos, gerando disputas legais, atrasos em transações e riscos à segurança jurídica de operações envolvendo patrimônio e contratos.

Comprovantes de matrícula e vínculos institucionais

Usados em: obtenção de bolsas, financiamentos estudantis e processos seletivos.

Como são fraudados: edição de documentos institucionais como declarações de matrícula, diplomas e atestados de frequência.

Impacto: prejudicam o acesso justo a instituições educacionais, programas sociais, benefícios e seleções no geral, além de comprometer a validade de processos legais e administrativos.

A importância de uma verificação que vai além da identidade

A verificação de documentos de identidade já é uma prática comum no mercado digital, integrada aos processos de verificação de usuários. No entanto, a expansão das fraudes em outros tipos de documentos, como os citados acima, aponta para a necessidade de ir além.

Inclusive, aqui cabe um alerta importante: muitos dos documentos falsificados inclusive são enviados por usuários com identidades legítimas. Ou seja, mesmo alguém “verificado” pode tentar fraudar o sistema para obter alguma vantagem. A identidade é verdadeira, mas o documento usado em uma transação posterior pode ser falso. Isso mostra que a fraude nem sempre acontece no onboarding — ela pode surgir bem depois e envolver outros tipos de documentos.

A fraude se reinventa, a análise de risco também precisa evoluir

A verificação de identidade é, sim, fundamental — ela é a base de qualquer operação segura. No entanto, confiar apenas nesse passo não é suficiente. Documentos apresentados em etapas como financiamento, reembolso ou atualização cadastral também precisam ser avaliados com o mesmo rigor.

É necessário considerar a jornada completa do usuário: cruzar dados, identificar alterações sutis em arquivos digitais e acompanhar padrões de comportamento. Só com esse olhar mais amplo é possível identificar fraudes sofisticadas e proteger suas operações.

Com o avanço das tecnologias e a criatividade dos fraudadores, a análise de risco precisa evoluir na mesma velocidade. Adotar uma abordagem mais conectada e completa já não é uma escolha — é uma necessidade.

Agora nos conte: você já vivenciou fraudes envolvendo outros tipos de documentos no seu negócio? Fale com um dos nossos especialistas e veja como podemos fortalecer sua estratégia de proteção antifraude.

Os documentos que estão na mira dos fraudadores (e não são de identidade)

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Prevenção à Fraude

Golpes envolvendo a falsificação de documentos não se limitam àqueles voltados à comprovação de identidade, como o RG e a CNH. Outros tipos de documentos estão cada vez mais presentes nas tentativas de enganar empresas e pessoas, impulsionados pela facilidade trazida por ferramentas de inteligência artificial. Falsificar um comprovante de renda, um contrato ou um recibo ficou mais rápido, barato e acessível, mesmo para quem tem pouco conhecimento técnico.

Além disso, modelos de documentos disponíveis na internet, inclusive na dark web, servem de base para a criação de versões adulteradas com aparência legítima. E em outros casos, os fraudadores reutilizam documentos reais, fazendo pequenas alterações que passam despercebidas em análises superficiais.

A seguir, listamos os principais documentos que têm sido usados em fraudes, explicando como funcionam os golpes e os impactos por eles gerados:

Comprovantes de renda adulterados

Usados em: solicitações de crédito, financiamento e aluguel.


Como são fraudados: falsificação de holerites, extratos bancários e declarações de imposto de renda com valores inflados ou dados inventados.


Impacto: não apenas causam prejuízos financeiros diretos, mas também impactam a confiança no sistema financeiro, elevando os custos operacionais das instituições e dificultando o acesso a crédito para consumidores e empresas.

Comprovantes de endereço falsificados

Usados em: validação de cadastro, comprovação de vínculo regional e acesso a serviços públicos ou privados.

Como são fraudados: criação de faturas falsas (energia, telefone, água), muitas vezes com layouts reais obtidos na internet ou gerados por IA.


Impacto: permite a obtenção indevida de crédito, serviços públicos e privados, criando um ambiente propenso a fraudes mais complexas, como a abertura de contas bancárias e o acesso a financiamentos fraudulentos.

Faturas, notas fiscais e recibos manipulados

Usados em: pedidos de reembolso, prestação de contas e comprovação de despesas.

Como são fraudados: A manipulação pode incluir a inserção de informações inexistentes ou a alteração de valores e datas para justificar reembolsos ou despesas falsas.

Impacto: essas fraudes distorcem processos de prestação de contas, resultam em reembolsos indevidos e comprometem a alocação correta de recursos.

Contratos sociais, de trabalho ou de locação

Usados em: abertura de contas PJ, obtenção de crédito e aluguel de imóveis.

Como são fraudados: edição de dados em contratos reais, inserção de cláusulas falsas e uso de assinaturas eletrônicas forjadas.

Impacto: essas fraudes colocam em risco a integridade de negócios e podem gerar perdas significativas para instituições financeiras e proprietários de imóveis.

Comprovantes de transações financeiras (como PIX)

Usados em: comprovação de pagamento, fraudes em marketplaces e intermediação de serviços

Como são fraudados: geração de comprovantes falsos com data, valor e dados de origem manipulados.

Impacto: golpes comuns em negociações diretas entre pessoas ou pequenas empresas, que confiam na aparência do comprovante.

Documentos médicos e de saúde

Usados em: solicitações de reembolso, aquisição de medicamentos, pedidos de afastamento

Como são fraudados: criação de prescrições falsas, laudos médicos e atestados de atendimentos nunca realizados.


Impacto: só no setor de saúde, R$ 7,4 bilhões podem ter sido reembolsados com base em fraudes entre 2019 e 2022, segundo levantamento da Abramge, associação das empresas de planos de saúde.

Certidões falsificadas

Usadas em: processos judiciais, abertura de empresas, regularização de imóveis

Como são fraudadas: adulteração de dados em certidões de nascimento, casamento ou negativa de débitos.

Impacto: fraudes com certidões comprometem a validade de processos jurídicos e administrativos, gerando disputas legais, atrasos em transações e riscos à segurança jurídica de operações envolvendo patrimônio e contratos.

Comprovantes de matrícula e vínculos institucionais

Usados em: obtenção de bolsas, financiamentos estudantis e processos seletivos.

Como são fraudados: edição de documentos institucionais como declarações de matrícula, diplomas e atestados de frequência.

Impacto: prejudicam o acesso justo a instituições educacionais, programas sociais, benefícios e seleções no geral, além de comprometer a validade de processos legais e administrativos.

A importância de uma verificação que vai além da identidade

A verificação de documentos de identidade já é uma prática comum no mercado digital, integrada aos processos de verificação de usuários. No entanto, a expansão das fraudes em outros tipos de documentos, como os citados acima, aponta para a necessidade de ir além.

Inclusive, aqui cabe um alerta importante: muitos dos documentos falsificados inclusive são enviados por usuários com identidades legítimas. Ou seja, mesmo alguém “verificado” pode tentar fraudar o sistema para obter alguma vantagem. A identidade é verdadeira, mas o documento usado em uma transação posterior pode ser falso. Isso mostra que a fraude nem sempre acontece no onboarding — ela pode surgir bem depois e envolver outros tipos de documentos.

A fraude se reinventa, a análise de risco também precisa evoluir

A verificação de identidade é, sim, fundamental — ela é a base de qualquer operação segura. No entanto, confiar apenas nesse passo não é suficiente. Documentos apresentados em etapas como financiamento, reembolso ou atualização cadastral também precisam ser avaliados com o mesmo rigor.

É necessário considerar a jornada completa do usuário: cruzar dados, identificar alterações sutis em arquivos digitais e acompanhar padrões de comportamento. Só com esse olhar mais amplo é possível identificar fraudes sofisticadas e proteger suas operações.

Com o avanço das tecnologias e a criatividade dos fraudadores, a análise de risco precisa evoluir na mesma velocidade. Adotar uma abordagem mais conectada e completa já não é uma escolha — é uma necessidade.

Agora nos conte: você já vivenciou fraudes envolvendo outros tipos de documentos no seu negócio? Fale com um dos nossos especialistas e veja como podemos fortalecer sua estratégia de proteção antifraude.