Previna perdas com a análise de indicadores de risco de fraude

Identificar riscos de fraude não é só uma questão de reação, mas de antecipação. Quando bem definidos, os indicadores de risco funcionam como alertas que ajudam a prevenir problemas antes que eles aconteçam — e não depois que os danos já foram causados. Neste blog, mostramos o papel estratégico desses indicadores, exemplos do que observar no dia a dia da operação e quais soluções podem apoiar esse monitoramento.
Entenda o que são indicadores de risco de fraude
Indicadores de risco de fraude, também chamados de KRIs (Key Risk Indicators), são sinais mensuráveis que ajudam a identificar comportamentos ou padrões fora do esperado e que podem representar uma ameaça para o negócio.
Eles funcionam como um termômetro: apontam quando algo está fora do normal e exige atenção. O objetivo é dar visibilidade ao risco antes que ele se concretize — e não apenas depois da ocorrência de uma fraude.
Por que mapear e acompanhar riscos é essencial
Acompanhar riscos de forma contínua permite ações mais rápidas e direcionadas. É isso que dá espaço para uma estratégia de prevenção realmente proativa.
Quando a operação entende quais métricas acompanhar e como interpretá-las, fica mais fácil priorizar investigações, identificar possíveis falhas nos processos e ajustar a abordagem de acordo com o comportamento real dos usuários.
Além disso, o uso de indicadores bem definidos contribui para tomadas de decisão mais embasadas, evitando generalizações ou respostas impulsivas que podem prejudicar a experiência de quem está agindo de forma legítima.
Confira também: Monitoramento de padrões suspeitos: como prevenir fraudes com menos fricção
Quais tipos de risco sua operação pode enfrentar
Nem todo risco é igual — e nem sempre ele é visível de imediato. Por isso, entender os tipos mais comuns de ameaça é essencial para definir os indicadores certos. Entre os principais riscos, estão:
- Transações fraudulentas, como compras realizadas com cartões clonados ou identidade falsa
- Roubos de dados, que podem acontecer por brechas em processos ou roubo de conta
- Violações de sistemas, muitas vezes explorando fragilidades em cadastros, APIs ou integrações
Esses riscos podem vir de fora ou até mesmo de dentro da própria operação. O papel dos indicadores é justamente trazer visibilidade para que nenhuma dessas possibilidades passe despercebida.
Sinais de alerta: o que observar no dia a dia da operação
Alguns comportamentos podem parecer isolados à primeira vista, mas ganham outro peso quando analisados em conjunto. Abaixo, alguns exemplos de sinais que merecem atenção:
- Alterações frequentes ou suspeitas nas informações cadastrais
- Inconsistências entre dados pessoais e de entrega (ex: endereço de entrega diferente do endereço cadastrado)
- Uso de e-mails temporários ou descartáveis
- Tentativas de pagamento repetidas com diferentes cartões
- Cartões associados a histórico de chargeback
- Padrões de compra incompatíveis com o histórico do usuário, como valores muito acima da média
Observar esses sinais de forma isolada pode gerar ruído. Por isso, o mais indicado é cruzar informações, combinar indicadores e estabelecer regras com base no contexto de cada operação.
Como definir indicadores-chave de risco (KRIs)
Não existe uma fórmula única para definir os KRIs ideais — tudo depende do tipo de negócio, do perfil do público e dos canais utilizados. Mas alguns passos podem ajudar nesse processo:
- Mapeie os riscos prioritários para sua operação
- Identifique padrões que precedem uma fraude ou incidente
- Transforme esses padrões em métricas observáveis
- Acompanhe a performance dos KRIs e ajuste quando necessário
O ponto principal é garantir que os indicadores estejam alinhados com a realidade do negócio e possam ser medidos com consistência ao longo do tempo.
Soluções que ajudam a mitigar riscos na prática
A tecnologia é uma aliada importante na prevenção à fraude. Com as ferramentas certas, é possível tornar os indicadores mais robustos e automatizar parte das ações de mitigação. Algumas soluções que podem apoiar esse processo:
- Autenticação multifator (MFA), com camadas adicionais de verificação, como reconhecimento facial
- Background check para validar histórico e comportamento do usuário
- Monitoramento contínuo de padrões, com análise de comportamento e machine learning
Essas soluções, quando bem integradas, fortalecem a estratégia de prevenção e ajudam a equilibrar segurança e experiência do cliente.
Conclusão: indicadores como aliados na prevenção à fraude
Indicadores de risco são ferramentas estratégicas para quem quer se antecipar às ameaças. Mais do que identificar fraudes que já aconteceram, eles permitem agir antes — com mais inteligência, agilidade e precisão.
Combinados com soluções tecnológicas e uma leitura constante da operação, os KRIs ajudam a tornar a prevenção à fraude parte do dia a dia do negócio, e não apenas uma resposta emergencial.
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