Prevenção à Fraude / Inteligência Artificial
May 13, 2026
5 minutos

Estratégia de confiança digital na prevenção a fraudes digitais: por que sua empresa precisa de uma

O documentário “Voo 2026”, produzido pela Certta em parceria com a Prosa Press, reúne especialistas em segurança digital, prevenção à fraude e estratégia de negócios. Este artigo desenvolve os principais pontos discutidos no vídeo, disponível abaixo.

Mapa de Narrativas de Confiança Digital: 44 milhões de interações, 187 relatos qualificados no Reddit, 15 mil menções únicas, 60 mil menções analisadas

A inteligência artificial reduziu drasticamente o tempo e o custo de execução de uma fraude, ao mesmo tempo em que ampliou a capacidade de defesa das operações digitais. O efeito prático dessa equação não é técnico, é estrutural, e varia de acordo com a forma como cada empresa organiza seus sistemas, seus dados e suas decisões.
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Antes de avançar, vale uma pergunta direta: a sua operação toma decisões com base em uma visão integrada de risco ou ainda depende de múltiplos sistemas que não compartilham contexto em tempo real? A resposta a essa pergunta define muito mais do que uma escolha tecnológica. Define a velocidade com que a sua empresa consegue responder ao ataque.
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Alguns dos pontos trazidos pelos especialistas na reportagem ajudam a explicar por que a discussão sobre fraude digital e inteligência artificial deixou de ser pontual e passou a ser estrutural para qualquer operação que depende de verificação de identidade e documentos, além de prevenção à fraude.
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O excesso de informação como gargalo operacional

Dados deixaram de ser escassos há algum tempo. O problema passou a ser processamento, priorização e tomada de decisão em ambientes cada vez mais complexos, onde diferentes ferramentas competem pela atenção do time e nenhuma entrega, sozinha, uma leitura completa da jornada.
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Nesse contexto, a IA atua como amplificadora. Ela automatiza processos de verificação, identifica padrões em escala e cruza sinais que seriam inviáveis manualmente, ao mesmo tempo em que reduz a barreira de entrada para fraude.

Do outro lado, o atacante opera com menos restrições. Ele testa, ajusta e escala com velocidade, sem precisar lidar com compliance, SLA ou impacto na experiência do usuário.
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Como IA, deepfakes e fraude digital aceleraram o ciclo de ataque contra sua operação

O ciclo de um ataque ficou significativamente mais curto. Geração de identidade sintética, adulteração de documentos com consistência de metadados e simulação de comportamento passaram a ser etapas rápidas, replicáveis e cada vez mais difíceis de identificar com abordagens isoladas. O uso de deepfake para burlar processos de verificação de identidade cresceu 126% no Brasil entre 2024 e 2025, segundo o Identity Fraud Report da Sumsub. O país concentra quase 39% de todos os deepfakes detectados na América Latina.
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Os dados do mercado brasileiro ajudam a dimensionar esse movimento. De acordo com a reportagem da Prosa Press, foram 6,9 milhões de tentativas de fraude no primeiro semestre de 2025, o equivalente a uma tentativa de fraude documental a cada 7 minutos, enquanto 72% das fraudes digitais no período envolveram roubo de conta.
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Essa dinâmica aparece com clareza nas análises da reportagem. De acordo com Gabriel Pato, hacker ético e criador de conteúdo sobre segurança da informação,  o tempo de execução de uma fraude caiu nos últimos anos e isso tem pressionado operações que ainda dependem de análises fragmentadas.
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A digitalização avançou em ritmo acelerado, mas os modelos de proteção não evoluíram na mesma velocidade. Esse descompasso aparece na operação, na experiência do usuário e na pressão sobre os times responsáveis pela decisão de risco. A fraude como produto no modelo Fraud-as-a-Service é definitivamente algo a ser combatido.
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Fragmentação de soluções: um grande risco estrutural

A maioria das operações de prevenção cresceu por acúmulo: uma solução para biometria, outra para análise documental, outra para autenticação de dispositivo, além de ferramentas complementares para checagens específicas.
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Uma enquete da Risk Women Brasil, comunidade com profissionais de mais de 140 empresas, indica que a maior parte das operações antifraude utiliza mais de quatro ferramentas distintas para compor sua estratégia de prevenção a fraudes.
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O ponto crítico não está na quantidade, mas na ausência de integração. Quando os sistemas não compartilham sinais e contexto, a decisão depende de recomposição manual, o tempo de resposta aumenta e a leitura de risco passa a ser inevitavelmente parcial.
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Enquanto isso, o atacante enxerga a sua operação como um fluxo único e atua exatamente nas lacunas criadas por essa fragmentação. Resolver isso não é questão de adicionar mais uma ferramenta. É uma decisão de infraestrutura.
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Como um hub de verificação inteligente define capacidade de resposta

A capacidade de resposta de uma operação antifraude está diretamente ligada à forma como os sinais são coletados, combinados e analisados ao longo da jornada do usuário.
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Um hub de verificação inteligente organiza essa lógica ao centralizar sinais de identidade, dispositivo, comportamento e documentação em uma única camada de decisão, permitindo ajustar o nível de verificação de acordo com o risco de cada transação e operar em tempo real.
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Na prática, cada interação gera um conjunto de evidências. Biometria facial, prova de vida, padrão de uso do dispositivo, velocidade de navegação e consistência documental passam a ser avaliados de forma combinada, formando um score acionável que sustenta a decisão.
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Padrões comportamentais ganham relevância nesse modelo. A forma de segurar o celular, o ritmo de interação e a sequência de ações deixam rastros consistentes ao longo do tempo, e alterações abruptas nesses padrões indicam necessidade de verificação adicional. Esse nível de leitura depende de continuidade de dados, algo que não se sustenta em infraestruturas fragmentadas, a análise é de José Oliveira, CTO da Certta.
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Continuidade operacional e segurança digital: como manter a operação mesmo quando um fornecedor falha

Disponibilidade passa a ser parte da estratégia, não apenas um requisito técnico. Operações críticas precisam manter consistência mesmo diante de falhas pontuais ou indisponibilidade de fornecedores.
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Uma infraestrutura bem definida permite substituir componentes sem impacto perceptível na experiência do usuário, preservando a continuidade da operação enquanto os ajustes acontecem em segundo plano.
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Segundo o representante Akshay Joshi, do World Economic Forum, 65% das grandes empresas apontam a falta de visibilidade sobre a segurança de toda a cadeia como principal barreira à resiliência digital. Cada nova integração amplia a superfície de risco, e sem coordenação, amplia também a exposição.
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Infraestrutura de confiança digital: o que é e por que é a base da sua estratégia antifraude

A digitalização ampliou o volume de transações e reduziu o contato presencial, deslocando a validação de identidade para o ambiente digital. Nesse contexto, sinais de identidade passam a ser tratados como infraestrutura crítica.
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Operações que estruturam essa base conseguem reduzir fraude, aumentar taxa de aprovação e manter controle sobre risco ao longo do tempo, com decisões que deixam de ser reativas e passam a operar de forma contínua e integrada.
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Esse é o território que a Certta chama de Infraestrutura de confiança digital: a estratégia que promove prevenção a fraudes, melhoria na experiência do usuário, automação de processos e crescimento de receita.
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Venha conhecer mais sobre como aplicar essa infraestrutura no dia a dia da sua operação? Aproveite e conheça também a visão do CEO da Certta sobre fraude e a confiança digitais.

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