Cripto tem regulação nova. A fraude tem método novo. E o seu KYC provavelmente não cobre os dois.

Artigo de análise
May 13, 2026
5 minutos
Prevenção à Fraude

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O mercado de criptoativos no Brasil amadureceu rápido. O volume de transações cresceu, a base de usuários se consolidou e a regulação chegou para formalizar o que já era realidade econômica. Com esse movimento vieram obrigações que muitas exchanges ainda estão correndo para entender, e um vetor de fraude específico que a maioria dos provedores de compliance global simplesmente não cobre.

KYC e KYB no mercado cripto: quando a regulação do Banco Central vira pressão de infraestrutura

A autorização junto ao Banco Central deixou de ser perspectiva e virou prazo. Para exchanges que operam no Brasil, implementar estruturas robustas de KYC e KYB passou a ser requisito legal. O rigor exigido pela nova regulação é equivalente ao dos bancos tradicionais, incluindo as obrigações de PLD.

Muitas operações chegam a esse momento com vários desafios, incluindo o onboarding, que neste contexto, tem etapas progressivas de liberação de limite, criando uma superfície de ataque específica.

O ponto cego do onboarding faseado

O usuário entra com uma verificação básica e vai ampliando seu limite de operação à medida que avança na jornada. Cada etapa exige um nível de validação diferente. E é exatamente nessa transição, quando o usuário quer operar com volumes maiores, que o vetor de fraude mais sofisticado do segmento aparece.

Não é uma fraude de onboarding clássica. O usuário passa pela entrada sem acionar nenhum alerta. O ataque acontece depois, na etapa em que documentos complementares são exigidos para liberar capacidade. E a maioria dos sistemas de verificação não foi construída para detectar o que está sendo feito ali.

O detalhe técnico de como esse ataque funciona, quais documentos são explorados, em que etapa ele ocorre e por que a leitura automatizada padrão não detecta, está no material completo que produzimos sobre o tema.

Por que provedores globais de compliance não detectam fraude documental no Brasil

No Brasil a base de documentos é extensa, inclui formatos digitais com lógica própria, e algumas das verificações mais críticas para o segmento cripto dependem de integrações locais.

O risco aparece nos dois lados da equação. A operação aprova quem não devia, ou reprova quem devia passar. O segundo caso raramente aparece nos relatórios, mas é onde boa parte da receita some em silêncio.

Quando o usuário quer ampliar o limite e precisa enviar a declaração de IR, um provedor que não conhece os padrões brasileiros devolve um erro genérico. O usuário legítimo não entende o que aconteceu, abandona o fluxo e vai para o concorrente. A exchange registra uma desistência, nunca uma perda. Mas a perda aconteceu.

Hub de verificação inteligente para cripto: como cobrir cada etapa do onboarding faseado sem fricção

Uma exchange associada a contas suspeitas ou operações de lavagem não perde apenas dinheiro. Perde licença, perde confiança e carrega esse histórico em qualquer conversa com regulador, investidor ou parceiro.

E o risco reputacional tem uma dinâmica própria no cripto. O usuário que confia seu patrimônio a uma plataforma toma decisões com base na percepção de segurança dessa plataforma. Uma manchete muda essa percepção em minutos. Recuperar não é questão de nota à imprensa.

O que muda quando a verificação funciona como infraestrutura

Curiosos para entender como o público percebe esse movimento, fomos à plataforma AlsoAsked investigar o que as pessoas estão buscando. Entre as perguntas mais recorrentes, lá estava a clássica: "Cripto é confiável?". A resposta que o mercado precisa construir vai além da segurança do investimento. Estamos falando da segurança da infraestrutura, e no Brasil, confiança não se declara. Se constrói camada por camada.

Marcelo Sousa, VP de Produto da Certta, resume onde está o nó: o mercado brasileiro "exige inteligência local, capaz de identificar adulterações em documentos não estruturados que outros players simplesmente não conseguem ler".

Como hub de verificação inteligente, a Certta organiza essa lógica para o mercado cripto: cada etapa do onboarding coberta com o nível de verificação adequado ao risco, sem depender de desenvolvimento externo para ajustar fluxos, e com fallback automático para que a operação não pare quando um provedor falha.

O resultado prático é uma operação que aprova mais clientes legítimos, bloqueia fraude antes de ampliar capacidade e mantém conformidade com os requisitos regulatórios sem criar fricção desnecessária na jornada.

Quer o mapa completo?

Produzimos um material completo sobre fraude no mercado cripto brasileiro: os vetores de ataque mais ativos no onboarding faseado, os dados do mercado, a comparação entre provedores globais e locais e os resultados de quem já opera com a Certta no segmento.

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